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IFMT Rondonópolis realiza debate sobre o papel da mulher na educação no dia 8 de Março

Publicado em: Campus Rondonópolis / 9 de Março de 2019 às 09:10

No dia Internacional das Mulheres, 8 de março, o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus Rondonópolis preparou uma programação especial, que aconteceu durante o Protagonismo Jovem e Semana Acadêmica para os alunos de ensino médio e superior. E entre os assuntos mais em foco na discussão, foi a importância da mulher ocupar espaços na educação.

As mesas redondas para debater sobre o Dia Internacional da Mulher aconteceu no período matutino e noturno, junto com apresentações culturais realizadas pelas estudantes do Instituto, e o maior destaque em ambas as discussões foi a necessidade do empoderamento das mulheres na conquista dos direitos em poder estudar e ocupar cargos de importância no ensino e na pesquisa.

A Dr. Juliana Freitas, professora de Biologia do IFMT Rondonópolis, apresentou dados comparando o rendimento de produções na área da pesquisa feitas por homens e mulheres, e ambos são similares. E essa igualdade, só foi possível por ambos tinham as mesmas oportunidades ao ocupar bons cargos no mercado de trabalho. “Na pesquisa, ficou claro que o gênero não influenciou no rendimento de produções acadêmicas, mostrando que é necessário a igualdade na ocupação de cargos por homens e mulheres”, disse.

Entre as principais problemáticas levantadas para a não ocupação do espaço da mulher na área acadêmica são as mesmas enfrentadas em outros ambientes de trabalho, que envolve o preconceito pelas mulheres serem mães e o assédio sexual e moral cometido por colegas e superiores.

A doutoranda Paula Faustino Sampaio, professora da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), que tem suas pesquisas voltadas para história das mulheres, gênero e povos indígenas, destacou que dentro ainda do nicho das mulheres, ainda há outra escala de preconceito e a visão da sociedade em ver a necessidade das mulheres estudarem, sendo que na ordem decrescente são as mulheres brancas, seguidas das negras e por fim as indígenas.

A historiadora destacou, quanto mais escura a cor da pele, menos é entendido que essas pessoas precisam ter direito a educação, e quando se trata de indígenas, o olhar é como se as mulheres fossem selvagens.

Ainda durante os dois encontros foram discutidos a imagem da mulher que é deturpada pela mídia, principalmente quando se envolve questões sexuais.

Durante o período noturno, foi apresentado também a necessidade das mulheres cursarem faculdades que são de ‘exclusividade’ masculina, como é o caso da área de computação.

Para a organização do evento, as discussões foram enriquecedoras, tanto que houve bastante a participação de estudantes e servidores nas perguntas e comentários.

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